Num estudo recentemente publicado pela Universidade de Harvard, mais de 17.000 mulheres acima dos 70 anos foram avaliadas para avaliar o peso do exercício físico na aumento ou não da sua esperança de vida. De acordo com os resultados publicados, actividades de baixa intensidade como as tarefas domésticas ou ver montras não contribui substancialmente para a longevidade mas em contrapartida, a actividade física de intensidade moderada  parece ter contribuido para aumentar significativamente a média de vida destas idosas. 

Este estudo sugere que uma actividade física maior, em especial, acima de uma certa intensidade, pode conduzir a um «grande» aumento na esperança de vida para as mulheres em idade de reforma enquanto a actividade física de baixa intensidade, tal como passear o cão, as tarefas domésticas ou ver montras, não tinha qualquer efeito para com a longevidade.

Assim, segundo os especialistas, este estudo deveria levar os profissionais de saúde a sugerir actividades físicas mais intensas a seus pacientes, em especial a mulheres idosas.

 



A Universidade de Harvard estudou mais de 17.000 mulheres acima dos 70 anos. Conclui que as actividades de baixa intensidade como as tarefas domésticas não contribuem para a longevidade, mas que uma caminhada vigorosa faz maravilhas.

Estudos anteriores, baseados em investigações próprias, mostraram que as pessoas activas têm taxas de mortalidade inferiores entre 20 e 30%, quando comparado com os seus homólogos menos activos.

A última destas investigações, realizada desde o ano 2011 até o 2015, acha-se entre as primeiras em investigar a actividade física medida com um dispositivo portátil denominado acelerômetro triaxial.
Este dispositivo pode medir a actividade em três planos: subindo e descendo, para a frente e para trás, e lateralmente. Todas estas possibilidades aumentam a sensibilidade na hora de detectar a actividade física e fornecer dados de maior precisão.

A autora principal deste estudo, a Professora Doutora I-Min Lee, da Escola de Saúde da Universidade de Harvard, explicou: «Usamos dispositivos para medir com precisão não só as actividades de maior intensidade física, mas também as actividades mais leves e os comportamentos sedentários, de grande interesse nos últimos anos».

Mais de 17.700 mulheres com uma idade média de 72 anos levaram o dispositivo durante sete dias.

Analisaram-se dados de 16.741 participantes que levaram o dispositivo pelo menos 10 horas por dia, durante 4 dias como mínimo. De média, em acompanhamentos de 30 meses, morreram 207 mulheres.

Os investigadores concluíram que as actividades físicas mais moderadas e vigorosas, tais como uma caminhada enérgica, estavam associadas a um risco de morte entre 60 e 70% menor entre as mulheres mais activas, em comparação com as menos activas.

Actividades de menor intensidade, tais como tarefas domésticas ou passeios vagarosos, bem como comportamentos sedentários, não estavam associados de forma isolada a um maior risco de morte nas conclusões do estudo.

Que os investigadores presentaram assim os seus resultados, não significa que a actividade moderada de intensidade baixa não seja beneficiosa para a saúde noutros aspectos.

A Professora Doutora Lee declarou que: «As pessoas mais jovens, entre os 20 e os 30 anos podem participar em actividades desportivas mais intensas como correr ou o basquetebol.

«Porém, para algumas pessoas idosas praticar actividades físicas intensas, ou mesmo actividades moderadas, pode resultar impossível.

«Por isso, estamos interessados em estudar os benefícios potencias para a saúde associados a actividades de baixa intensidade que os idosos possam praticar».

Explicou que os participantes do estudo eram indivíduos relativamente sãos, na sua maioria mulheres brancas.

A Professora Doutora afirmou que os resultados, publicados no jornal Circulation, sustentam as directrizes que recomendam um mínimo de 150 minutos de actividade de intensidade moderada por semana ou 75 minutos de actividade física aeróbica intensa; bem como a combinação das duas, acompanhado de exercícios de fortalecimento muscular dous ou mais dias por semana.

Por último, acrescentou: «Esperamos continuar com este estudo no futuro para analisar outros resultados para a saúde, em particular, para fazer uma investigação pormenorizada de com que frequência e que tipos de actividade são saudáveis.

«O que é inegável é o facto de a actividade física ser boa para a saúde.»
 

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