Já é possível emigrar e continuar a receber o subsídio de desemprego do país onde ficou desempregado. No entanto, este critério é valido apenas se quiser ir trabalhar em países da União Europeia, Liechtenstein, Noruega, Islândia e Suíça.

 

   ESTADIAS DE TRÊS MESES NO ESTRANGEIRO
Pode continuar a receber o subsídio de desemprego, do país onde trabalhou pela última vez, no estrangeiro, por um período de três meses que pode se prorrogado até um máximo de seis meses.

Só pode continuar a receber o subsídio de desemprego no estrangeiro se:
►  estiver em situação de desemprego completo (não em situação de desemprego parcial ou intermitente).
►  tiver direito a receber o subsídio de desemprego no país onde ficou desempregado.

Para receber o subsídio no estrangeiro, antes da partida tem de:
estar inscrito como desempregado à procura de emprego nos serviços de emprego do país onde ficou desempregado, durante pelo menos quatro semanas (existem exceções).
requerer o formulário U2 (antigo formulário E 303) no país que lhe paga o subsídio de desemprego. É este documento que autoriza a transferir prestações de desemprego para outro país.
informar o centro de emprego que lhe paga o subsidio de desemprego de que vai ausentar-se do país para procurar trabalho.

Quando chegar ao novo país, precisa de:
se inscrever como candidato a emprego nos serviços de emprego desse país, no prazo de sete dias a contar da data na qual deixou de estar disponível para os serviços de emprego do país de origem.
apresentar o formulário U2 no momento da inscrição nos serviços de emprego do país de destino.

O montante de subsídio a receber será igual ao que receberia no seu país, e será depositado diretamente na conta bancária do país onde ficou desempregado. A partir do momento em que começa a receber o subsídio no novo país de destino, ficará sujeito aos mecanismos de controlo organizados dos serviços de emprego deste novo país. É importante, ainda, informar-se sobre os seus direitos e deveres enquanto candidato a emprego no novo país, porque podem ser diferentes dos do país onde ficou desempregado.

 

   ESTADIAS DE MAIS DE TRÊS MESES NO ESTRANGEIRO
Se pretender ficar mais de três meses no estrangeiro, terá que requerer uma prorrogação aos serviços de emprego do país onde ficou desempregado, indicando as razões do seu pedido. O prazo de três meses pode ser prorrogado até um máximo de seis meses. No entanto é preciso ter em atenção que nem todos os países concedem prorrogações, pelo que é importante obter esta informação nos serviços de emprego do país de destino.
Esta prorrogação deve ser solicitada antes do fim do período inicial de três meses.

Informação disponibilizada no site oficial Europa.eu