O Que é Uma Doença Oncológica?

A doença oncológica, vulgarmente conhecida como Cancro, é caracterizada por uma proliferação anormal de células. No organismo as células crescem, dividem-se em novas células e morrem através de um processo ordenado. No entanto, existem situações em que algumas células se dividem de maneira desorganizada, não morrem e se continuam a formar mesmo quando não são precisas. Com o passar do tempo estas células acumulam-se e formam uma massa não funcional de células doentes à qual se dá o nome de Tumor ou Neoplasia.
Os tumores podem ser benignos ou malignos, mas apenas os malignos são designados de cancro por terem a capacidade de invadir os tecidos circundantes e de se espalharem pelo organismo através dos sistemas circulatório e linfático, dando origem a metástases.
O cancro não pode ser tratado como uma doença generalizada, existem vários tipos de tumores malignos e cada um tem de ser tratado como uma doença individual.
A maioria dos cancros tem o nome da zona do corpo onde estão as células que lhe deram origem, aqui fica um exemplo: se as células que deram origem são células do estômago então a doença chama-se “Cancro do estômago”. Contudo, há que ter em consideração que se estas células do estômago se espalharem para outra região do corpo, por exemplo a mama, têm de ser tratadas como cancro de estômago e não como cancro da mama, porque a sua origem primária está no tumor inicial que lhe deu origem que é o cancro do estômago.
Estas doenças podem afetar pessoas de todas as faixas etárias, mas o risco, para a maioria dos tipos de cancro que se conhece, aumenta com a idade.
Segundo a OMS – Organização Mundial de Saúde os cancros que causaram mais mortes mundiais nos últimos anos são: pulmão, fígado, estomago, colo-retal, mama e esófago.

Fatores de Risco

Uma grande percentagem dos cancros desenvolve-se devido a alterações (mutações) que ocorrem nos genes e aumentam o risco de ocorrência de cancro. Com o passar do tempo, vários fatores ambientais e/ou hereditários podem agir conjuntamente, e fazer com que uma célula normal se torne numa célula cancerígena, após ocorrerem uma série de alterações genéticas. Algumas destas alterações passam de pais para filhos, aumentando a probabilidade de um descendente poder vir a ter esta doença. No entanto, herdar uma alteração genética não significa, necessariamente, que o filho vai desenvolver cancro.
É fácil perceber, então, que apesar de não existir uma causa específica para a manifestação desta doença, existem determinados fatores de risco que podem aumentar a probabilidade da sua ocorrência. Para além dos fatores de risco relacionados com uma história familiar, muitos outros estão relacionados com o ambiente ou os hábitos e comportamentos das pessoas e, como tal, podem ser evitados, contrariamente aos fatores hereditários. Estes fatores de risco, mais comuns, são:

  Luz solar   Álcool   Tabáco
  Envelhecimento   Má Alimentação   Excesso de peso
  Radiação ionizante   Falta de exercício física   Determinadas substâncias químicas
  Alguns vírus e bactérias   Determinadas Hormonas  

 

É importante ter em consideração, ainda, alguns aspetos relevantes no que respeita ao diagnóstico desta doença:
► O cancro não é causado por uma ferida, um inchaço ou uma contusão.
► Pertencendo o cancro ao grupo das Doenças Não Contagiosas, esta doença não passa de pessoa para pessoa.
► Estar infetado com um vírus ou bactéria pode aumentar o risco de alguns tipos de cancro, mas não significa que aumente obrigatoriamente em caso de infeção.
► Se uma pessoa tiver um ou mais fatores de risco, não quer dizer que venha a ter cancro.

Sintomas

Costuma-se dizer que o cancro pode ser uma “doença silenciosa”, ou seja, não provoca sintomas que sejam associados ao seu desenvolvimento e, como tal, em algumas situações, quando a pessoa se apercebe a doença já está num estado muito avançado. No entanto, existem variados sintomas que podem ser associados a esta doença, mas que não são, obrigatoriamente, indicadores da sua ocorrência, podendo estar ligados, também, a outros problemas de saúde. Alguns desses sintomas são:
> Uma “massa” anormal que aparece em qualquer parte do corpo.
> Aparecimento de um sinal novo ou alteração de um já existente.
> Uma ferida que não cicatriza.
> Rouquidão ou tosse persistente.
> Alterações relevantes na rotina intestinal ou da bexiga.
> Fezes brancas ou com sangue e urina escura
> Descamação da pele.
> Dificuldade em engolir.
> Ganho, ou perda de peso, sem motivo aparente.
> Sangramento ou qualquer secreção da pele anormal.
> Sensação de fraqueza ou extremo cansaço.
Geralmente as fases iniciais do cancro não causam dor, por isso, na presença de alguns destes sintomas deve consultar o médico como prevenção.

Procure um médico se tem ou pensa ter história familiar de cancro ou se apresenta alguns sintomas que podem estar relacionados com esta doença!

Tratamento e Rastreio

Contrariamente ao que se pensa o cancro apresenta uma taxa de sucesso de tratamento maior que outras doenças crónicas. Segundo o presidente da Sociedade Portuguesa de Oncologia, Dr. Ricardo da Luz, “o tratamento das doenças oncológicas não apresenta uma taxa de sucesso total, apesar de ter melhorado muito, ao longo das últimas décadas. As esquipas especializadas estão a trabalhar na investigação para tentar reduzir a probabilidade de desenvolvimento de cancro ou potenciar o seu tratamento”.

Os tumores são classificados de acordo com o local, o tipo de tecido, o aspeto histológico e o grau de malignidade, apresentando, por isso, tratamentos adequados a cada um deles. Para confirmar o diagnóstico de cancro o médico precisa de fazer uma biópsia, que permite uma avaliação do tipo e extensão do tumor. Depois de feita esta avaliação, juntamente com a realização de outros exames complementares que possam ser requisitados pelo médico, a estratégia terapêutica a seguir pode ser planeada tendo em consideração, também, o estado clínico e a idade do paciente. Existem vários tipos de tratamento comummente praticados nestas doenças, nomeadamente cirurgia, quimioterapia, radioterapia, hormonoterapia, imunoterapia e outras terapêuticas complementares, que podem ser usados isoladamente ou em associação.

                      

Normalmente, o tratamento das doenças oncológicas é mais eficaz quando estas são detetadas precocemente. Desta forma, é importante fazer exames para o despiste desta doença ou de alguma condição que possa levar ao desenvolvimento desta em pessoas que podem não apresentar qualquer tipo de sintomatologia designa-se de rastreio. Este tipo de comportamento pode ajudar o médico a encontrar alguns tipos de tumores, aumentando, assim, a probabilidade de cura e, em algumas situações, a sobrevivência dos doentes.

 

Gostaríamos de agradecer aos alunos da CESPU todo o apoio prestado na realização deste artigo informativo.Trata-se de uma informação genérica pelo que não dispensa a sua discussão com o profissional de saúde!

 

Pode pesquisar mais informação nestes sites:
http://www.cancer.gov/
http://www.cancer.org/
http://www.sponcologia.pt/